quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ritual...


O ritual de posse e união foi cuidadosamente desenhado por Shibui em nossa alma, mente e coração e era aguardado com intenso desejo.

O desenrolar para mim era surpresa, pois tudo que dEle vem, chega a mim em doses certeiras, suficientes para me despertar, encantar e profundamente envolver. Coloca-me num estado em que nada mais quero senão servi-lo com extrema dedicação, amor e entrega... Eu não tinha conhecimento sobre como meu AmaDo Senhor direcionaria tudo... Ele havia pincelado suas idéias e pretensões, detalhando apenas o que de mim queria.

Como Ele mesmo costuma fazer, também quis surpreende-lo deixando o ambiente escolhido, tão perfeito quanto o Senhor é para mim.

Havíamos tomado banho e nos alimentado e Shibui disse que iniciaria o ritual.... Meus olhos cresceram o coração acelerou, respirei e carinhosamente pedi ao Senhor que aguardasse uns instantes no escritório para que eu pudesse preparar algumas coisas para tanto. Ele concordou e mandou que eu disponibilizasse velas, chicote, coleira e uma taça com pouco de água... O corpo inteiro tremeu rsrsrs...

Tinha bem escondido a minha surpresa, havia encomendado um balde grande de pétalas vermelhas e brancas a fim de fazer algo bem lindo e significativo para Ele, para N/nós ... Optei por uma delicada trilha que sinalizasse e o levasse até o local escolhido... Para que não visse, evitei o cômodo seguinte ao que Shibui estava e a partir do próximo fui retirando punhados de pétalas vermelhas e deixando cair pelo chão até chegar lá em cima.. Nas escadas intercalando degraus, velas e incensos...

E num espaço do quarto sobre o piso, igualmente feito de pétalas desenhei bem grande as iniciais de N/nossos nomes, sobre a cama mais pétalas...

Por Ele ter paixão por cordas e nós, cobri uma pequena mesa com um tecido em macramê e sobre este disponibilizei o que meu Senhor AmaDo queria; o chicote, a taça com um pouco de água, coleira e velas... Tudo pronto, vesti e calcei como sei O agradaria...

Acendi as velas, apaguei todas as luzes da casa e fui buscá-Lo. Meu coração parecia dançar aqui dentro, tamanha felicidade...

Ao chegar no inicio do caminho eram N/nossos olhos que pareciam brilhar mais que a luz das velas e da beleza de tudo que nos inebria, tanto amor, tanto Domínio, tanta submissão.

Pedi para que seguisse o caminho e gesticulando ordenou que eu fosse à frente. No ar a energia estonteante arrepiava toda pele e o corpo se encharcava pela sensação única de desejo que sinto por meu AmaDo Shibui.

San mandou me posicionar e saiu... Ajoelhei sobre os calcanhares e coloquei as palmas das mãos sobre as coxas viradas para cima e aguardei...

Quando voltou deu inicio ao que se transformou numa das emoções mais lindas intensas e imensas que já vivi.

A cada atitude que tomava o néctar de sua voz que vem da alma propagava sobre mim, a sua condução ... Shibui buscou a taça, parou a minha frente e sobre minha cabeça derramou um tanto de água e, molhando as pontas de seus dedos lavou minha testa para em seguida escrever seu nome enquanto dizia que tão pura quanto aquela água cristalina e tal como a taça, agora vazia, me recebia cabendo-lhe assim preencher a “taça” com seus ensinamentos e doutrinas.

Colocando a taça no chão, compreendi que minha jura deveria ser feita, fitei seus olhos e as palavras vieram através do lábios, sobretudo de minha alma...

- eu pupi, entendo e aceito que não existe caminho para mim fora do domínio do meu Senhor Shibui e compreendo isso com meu coração, minha mente e minha alma...

E de sua essência, Ele respondeu;

- Eu, Shibumi San, chamado Shibui, entendo que meu único caminho será o de conduzir e disciplinar minha adorada pupi em sua busca pela perfeição e elevação como mulher, como fêmea e como ser humano. Aceito essa missão com todo amor do meu coração, com minha mente e minha alma...

Em seguida Shibui mandou que curvasse meu corpo a frente e encostasse a cabeça sobre o chão, circundou meu corpo e atrás, nas minhas carnes, transcreveu um símbolo por Ele criado, que significa entre tantas outras coisas as iniciais dos N/nossos nomes.

San ordenou que levantasse e me posicionasse oferecendo o corpo para marcar com chicote minhas carnes, deixando-me com a certeza de que eu havia compreendido tudo sobre o que acabara de acontecer... A cada estalada mais absorvi e concientizei diante da imensidão que nos une.



Na chegada do outono, N/nosso próximo ritual... pupinha aguardando serenamente...(???) Ai ai aiii ansiendade devora, por mais que tente é impossivel conter 100% !!!

sábado, 20 de fevereiro de 2010


Oração da submissa

Dá-me à força, para responder às
perguntas insondáveis.
Dá-me o entendimento, para saber
do que Ele precisa.
Dá-me a mansidão para reter às
más respostas.
Dá-me à serenidade para O servir
em paz.
Dá-me o amor para me mostrar
inteira a Ele.
Dá-me a ternura para O consolar.
Dá-me à luz para nos mostrar
o caminho.
Dá-me à sabedoria para ser para
Ele uma riqueza.
Seja eu capaz de Lhe mostrar,
em cada dia, pela minha servidão,
o meu amor.
Seja eu capaz de me abrir para
Lhe pertencer completamente.
Sejam os meus olhos capazes de
Lhe mostrar em cada dia o amor
que ponho em servi-Lo.
Sejam os meus olhos capazes de
Lhe exprimir o mesmo respeito
sentada ao Seu lado
ou prosternada aos seus pés.
Seja eu capaz de ser mulher e
aceitar graciosamente
o meu castigo.
Seja eu capaz de aprender a
ir além de mim para Lhe agradar.
Concede-me o poder de
me dar toda a Ele.
Dá-me à força para criar o
Seu prazer e o meu.
Seja-me permitido que eu ame
a mim mesma, amando-O.
Dá-me a paz de O servir.
Porque o meu desejo mais
profundo, porque o meu desejo
mais alto é completar a vida
Dele, como Ele completa a minha.

Autoria desconhecida

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Shibumi San

Shibui meu Amado Dono e Senhor,

Tua pupi está muito feliz ...

Há mais de um ano sem mexer nesse

blog, aqui retomaremos com toda energia e força!
Agradeço a Ti meu AdoraDo Amo que tanto me
instiga, inspira e mantém em constante estado de
graça, mesclando esse delicioso amor
com o mais puro prazer da submissão.

Obrigada por permitir Shibui...

Beijo Tuas mãos...

Para nos homenagear,
um poema nosso... o de Vitor Hugo...




O HOMEM E A MULHER

O homem é a mais elevada das criaturas;

A mulher é o mais sublime dos ideais.

O homem é o cérebro;

mulher é o coração.

O cérebro fabrica a luz;

O coração, o AMOR.

A luz fecunda,

o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão;

A mulher é invencível pelas lágrimas.

A razão convence, as lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos;

A mulher, de todos os martírios.

O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

O homem é um código;

A mulher é um evangelho.

O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher é o sacrário.

Ante o templo nos descobrimos;

Ante o sacrário nos ajoelhamos.

O homem pensa; a mulher sonha.

Pensar é ter, no crânio, uma larva;

Sonhar é ter, na fronte, uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que adorna;

O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa;

A mulher é o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço;

Cantar é conquistar a alma.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;

A mulher, onde começa o céu.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lou Salomé

Louise Salomé nasceu em São Petersburgo, Rússia, Lou uma prática de paixão; alguém que viveu a paixão com paixão, e talvez por isso mesmo provocou, até uma idade avançada, o nascimento da paixão nos homens que encontrou em seu caminho: Rilke, Nietzsche, Paul Rée, Tausk e, ao que parece, até mesmo Wagner sucumbiram ao seu encanto.

Um dos seus primeiros escritos data de sua ligação com poeta Rilke. Intitulado Reflexões Sobre o Problema do Amor, traz as evidentes marcas da embriaguez física e espiritual que sua autora estava vivendo em sua relação com Rilke.
Para Lou ato amoroso transforma o parceiro num "conto estranho e maravilhoso".

A Paixão amorosa é uma porta, diferente de todas as outras portas, "em sua arquitetura ornada de elementos ricos de sentido, em virtude de um simbolismo singular". É o caminho por excelência que nos leva a nós mesmos. Por ela "nós não somos um mundo de realidade, somos apenas o espaço e o metteur en scène de um mundo onírico, todo-poderoso, irresistível".


Assim, o amor durará enquanto os amantes forem capazes de oferecer ao outro essa entrega, que dá acesso de modo vital à capacidade de se concentrar neles mesmos, de ser um mundo para si por causa do outro.Neste mesmo ensaio, ela nos lembra que no êxtase amoroso, por mais que desejemos nossa fusão com o amado, sempre somos, em última análise, remetidos a nós mesmos.

A reconciliação que se fará aqui será sobretudo entre o sujeito e ele próprio, através do outro, mais do que entre o sujeito e o objeto amado.Num ensaio sobre o Erotismo, datado de 1910 quando Lou já se engajara definitivamente à psicanálise, intitulado Anal e Sexual, ela nos lembra que na união física "a gente não possui um ao outro por meio do corpo, mas apesar do corpo, que, como todo mundo sabe, não se identifica jamais (...) completamente com o todo da pessoa, mas aparece sempre como uma parte dela e resiste à dominação mais viva".

Para Lou o amor não seria um encontro, mas uma busca. Não quer dizer que chegamos, mas que estamos próximos. Lou Salomé viveu todas as fases e evoluções do amor, da entrega à recusa, da expansão à contração.Durante muitos anos ela teve o destino das mulheres brilhantes ligadas a homens brilhantes: era conhecida apenas como amiga de Nietzsche, Rilke, Freud, etc.Durante a vida de Salomé (1861-1937), ela presenciou o fim da tradição romântica e se tornou parte da evolução do pensamento moderno, que frutificou no século XX. Salomé foi a primeira ‘mulher moderna’.


Lou escreveu vários ensaios sobre o Erotismo: Anal e Sexual;
Reflexões sobre o problema do amor;Cadernos íntimos dos últimos anos;A velhice e a eternidade, entre outros
Copiou dos homens o modo de vida, mas não foi uma mulher masculina. Exigiu a liberdade de mudar, evoluir, crescer. Afirmou sua integridade contra o sentimentalismo e as definições hipócritas da fidelidade e do dever.

Ela é excepcional na história de sua época. Não foi uma feminista, de modo algum, mas lutou contra o seu lado feminino para manter a integridade como indivíduo.

Lou Andreas-Salomé conseguiu realizar, em seus 76 anos de vida, o que nós todos gostaríamos e deveríamos fazer sempre - e não o fazemos por descaso, indolência, medo: tornar a vida o exercício apaixonada de uma busca.

Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento , tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro..."


Lou Salomé entregou a Nietzsche um poema que havia escrito e este texto foi musicado pelo filósofo. O filósofo Nietzche foi apaixonado, quase toda sua vida por Lou, queria que ela fosse a sua discípula e mulher. Sob a influência e inspiração dela, Nietzche escreveu: Assim Falava Zarathustra.

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Claro, como se ama um amigo Eu te amo, vida enigmática
– Que me tenhas feito exultar ou chorar,
Que me tenhas trazido felicidade ou sofrimento,
Amo-te com toda a tua crueldade,
E se deves me aniquilar,
Eu me arrancarei de teus braços
Como alguém se arranca do seio de um amigo.
Com todas as minhas forças te aperto!
Que tuas chamas me devorem,
No fogo do combate, permite-me
Sondar mais longe teu mistério.
Ser, pensar durante milênios!
Encerra-me em teus dois braços:
Se não tens mais alegria a me ofertar
Pois bem – restam-te teus tormentos. "

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